No mundo ideal

 



Imagem Magnific, antes Freepik

 

Quando as bonecas se encontravam para lanchar e as loiças, minúsculas, eram do mais fino que havia... as tardes passavam num ápice.
No tempo em que no Presépio as figuras eram de barro e, para mais de cem, o musgo era real e o pinheiro odorífero, enchia a casa de perfumes a resina fresca.
No tempo em que se vestiam os melhores fatos para ir à missa, os sapatos costumavam ser de verniz. Os chapéus de palha ou ráfia. Com uma fita de cetim. E as luvas, quase nunca vestidas, sempre brancas.
Quando o chão era de terra batida, as cordas dos baloiços juta ou sisal, jogar ao berlinde era mais simples. Pular, horas a fio, não tirava o fôlego. E dormir tão tranquilo.

 


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